🚨 Tensão na Zona Norte de Manaus: após tentativas de invasão, comunidade ergue muro em área verde e desafia ordem de demolição.
Foto: G1
Resumo da situação
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Local e contexto: Em 18 de agosto de 2025, moradores da rua Jacarezinho, no conjunto Águas Claras — Zona Norte de Manaus — ergueram um muro de tijolos com recursos próprios. O objetivo era impedir novas ocupações irregulares numa Área de Preservação Permanente (APP) próxima ao fim da via.
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Motivação: A construção veio após três tentativas de invasão em menos de duas semanas. Os moradores alegam que algumas pessoas estavam sendo remuneradas por indivíduos para ocupar a área.
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Ação do poder público: Na terça-feira, 19 de agosto de 2025, fiscais do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) compareceram ao local para demolir o muro, mas encontraram um cordão humano formado pelos próprios moradores, que impediram a ação.
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Solicitação formal: A comunidade organizou um abaixo-assinado com 180 assinaturas, pedindo a regularização da barreira, com acessos controlados para pedestres e veículos, limitados a moradores.
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Notificação oficial: O Implurb informou que recebeu denúncia sobre a construção irregular e notificou os responsáveis para demolirem voluntariamente o muro. Caso isso não ocorra, o órgão pode proceder com demolição administrativa. Segundo o decreto municipal, qualquer fechamento de via pública requer licenciamento formal.
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Histórico de conflitos: A primeira tentativa de ocupação ocorreu em 9 de agosto de 2025, quando a Polícia Militar foi acionada com nove viaturas para reintegração de posse da área. Relatos apontam confrontos, uso de bombas de efeito moral e disparo de balas de borracha — e moradores passando mal ou desmaiando durante a ação.
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Importância ambiental: A área em questão é uma APP, protegida por sua função de preservar recursos hídricos, biodiversidade e estabilização do solo. A comunidade também denunciou incêndios e desmatamentos recentes na região.
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Resposta do poder municipal: Até o momento da última atualização, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) ainda não havia respondido sobre possíveis medidas contra os danos ambientais ou responsabilização dos invasores.

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